Dieta Cetogênica

A dieta cetogênica surgiu na década de 20, onde Wilder viu a possibilidade de diminuir os efeitos metabólicos induzidos pelo jejum aumentando os níveis dos corpos cetônicos com uma dieta rica em gorduras e restrita em carboidratos. Após alguns anos também foi amplamente utilizada para tratamento de crianças com epilepsia, porém logo caiu em desuso pelo surgimento de drogas anticonvulsionantes.
É uma dieta caracterizada por alto consumo de gorduras, restrição de carboidratos e teor adequado de proteínas. Deste modo, ocorre a produção de corpos cetônicos que serão utilizados como substrato energético. As quantidades dos devem ser dosadas de acordo com o sexo, idade, nível de atividade física, consumo calórico basal e objetivo.
A dieta cetogênica apresenta alguns efeitos colaterais, em curto prazo incluem: vômitos, náuseas, cólicas, diarreia ou constipação, porém geralmente são transitórios. Uma das principais críticas a essa dieta é que muitas pessoas tendem a comer muita proteína e gordura de má qualidade, alimentos processados e poucas frutas e verduras. A perda de peso é um dos pontos positivos e um dos fatores determinantes utilizado para atrair novos adeptos, pois em revisões sistemáticas e de metanálise foi observado que obesos tiveram eficaz redução no peso por períodos curtos de intervenção dietética.
A dieta cetogênica pode se tornar um estilo de vida ou uma estratégia nutricional para objetivos específicos.

Referências:

Wilder RM. The effect of ketonemia on the course of epilepsy. Mayo Clinic Bulletin. 1921; 2:307-8.
Clanton RM., Wu G, akabani G, Aramayo R. Control of seizunes by ketogenic diet-induced modulation of metabolic pathways. Amino acids. 2017; 49 (1):1-20

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