Agilidade emocional é preciso !

As pessoas e as empresas estão ocupadas demais em desenvolver softwares cada vez mais ágeis e em como acompanhar a velocidade das transformações da Revolução Industrial 4.0. O que as pessoas e as empresas geralmente não reconhecem é que não se pode ter organizações ágeis sem pessoas ágeis e, principalmente, ágeis emocionalmente.

A agilidade emocional, conceito desenvolvido por Susan David, psicóloga e professora na Harvard Medical School, trata da capacidade que temos de chegar ao nosso mundo interior – pensamentos, emoções, experiências e histórias próprias – utilizar essas experiências internas como aprendizados, possibilitando avaliar as situações que enfrentamos com mais propriedade sobre nossas escolhas, enfim, sendo mais perspicazes sobre as infinitas possibilidades que possuímos.

A agilidade emocional é uma abordagem, com base científica, que nos permite afastar de padrões que não nos servem mais e abrir espaço para evoluirmos. Todos nós chegamos ao presente marcados por nossas experiências passadas, traumas, problemas, mas olhar o mundo através dessa lente pode nos impedir de ver a situação com precisão. Quanto mais ágil emocionalmente você é, maior é a sua capacidade de aceitar, lidar com as suas emoções e fazer escolhas mais positivas.

Atendo muitas pessoas no consultório que estão aflitas por não conseguirem acompanhar as mudanças que o mercado exige, sofrem de ansiedade, síndrome do pensamento acelerado e depressão. Ter agilidade emocional nos permite nos adaptar às mudanças e sermos ágeis emocionalmente. Isso significa termos consciência sobre as nossas emoções, aumentando a qualidade das nossas respostas frente às diversas situações que enfrentamos no dia a dia.

Ser ágil emocionalmente é buscar o autoconhecimento. Decida ser curioso e aberto sobre você mesmo e flexibilize a forma como você sempre fez as coisas. Quando algo te incomoda, seja curioso o suficiente para perguntar o porquê e encontrar novas formas de estar nas diferentes situações da sua vida.

Lembre-se, é você quem escolhe se a sua vida é uma benção ou um sofrimento.

Carla Béck, psicóloga no Instituto Bonvivere

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